27 maio 2006

O Investidor Moderado

Você já viu que um dos principais ingredientes para obter crescimento no seu investimento é a taxa de juros que está sujeito seu capital ao longo do tempo. Você também já sabe que os investimentos tradicionais, como a poupança, por exemplo oferecem uma rentabilidade muita baixa por causa de serem investimentos considerados de baixo risco.

Consciente disto você está se interessando pelo mercado de ações, em busca de maiores ganhos, não é mesmo? Então leia com atenção alguns pontos importantes que você deve avaliar antes de ingressar neste mercado:

1. Compreenda, busque entender o porque de tudo. O que é uma ação, o que é a Bolsa de Valores e as Corretoras, quais são os custos e despesas envolvidas nas operações, enfim, existe muita informação no mercado e você deve ir em busca delas. Nunca aplique seu dinheiro sem saber onde ele está indo e quais são os riscos daquela operação, em outras palavras, responsabilize-se pelos seus recursos, haja de maneira consciente.

2. Nunca diga vou arriscar na ação X, Y ou Z, na verdade você faz é um INVESTIMENTO, não pense que comprar ações é como entrar um jogo onde só há ganho se houver sorte. Os preços dos papéis variam em função do interesse dos investidores em comprar ou vender. Isto é, a velha lei da oferta e da procura, que é influenciada por diversos fatores distintos da economia e da política global. (Clique aqui para ler mais sobre o risco do investimento em ações.)

3. DIVERSIFIQUE, Nunca invista todo o seu dinheiro em ações, e da parcela que for aplicar, nunca invista tudo em uma ou duas empresas, se possível, diversifique também os setores ao qual elas estão ligadas, por exemplo, compre um banco, uma metalúrgica, uma empresa do setor alimentício, etc.

4. Não se esqueça que ações são para o longo prazo. Investir em ações é uma ótima oportunidade de você aumentar seus ganhos, mas vise o longo prazo, cinco anos ou mais. Saiba que não há promessa de rentabilidade. Em outrs palavras, não use o histórico recente de altos ganhos da bolsa brasileira para projetar os ganhos do futuro. Embora haja investidores de curto prazo, mais conhecidos como especuladores, você será sócio de uma empresa ao comprar os seus papéis, isto é, você compra uma empresa e não somente uma cotação.

5. Tenha objetivos. Talvez uma das mais difícieis sensações para controlar seja o impulso de realizar lucros, vender aquela ação que você acha que subiu "demais", sempre analise as suas empresas, repito, não pense somente no valor da cotação, mas sim no potencial de longo prazo que a companhia tem. Venda apenas quando as perspectivas não são mais tão favoráveis quanto eram no momento de compra dos papéis, ou quando vislumbrar uma melhor e concreta oportunidade.

Estes são alguns passos básicos que todo investidor que se interessa pelo mercado acionário deve percorrer, ao entrar neste universo a sua principal arma será a informação; pesquise e pergunte.

Para você que está disposto a entrar no mercado acionário, existem basicamente três opções que serão abordadas no artigo: Como investir em ações?

26 maio 2006

O Investidor Conservador

No artigo "Antes de Investir, olhe para o espelho!" conversamos sobre os diferentes perfis de investidor que podemos encontrar no mercado financeiro. Hoje, gostaria de abordar específicamente o investidor mais cauteloso, chamado comumente de Investidor Conservador.

É todo aquele que busca a estabilidade para seu capital, acima da rentabilidade, em outras palavras, para essas pessoas mais importante é não perder do que ganhar. A palavra risco os faz tremer, logo esses procuram investimentos bem conhecidos da maioria da população brasileira como a caderneta de poupança.

Não que ter uma postura conservadora e investir em caderneta de poupança seja errado. Até acredito que seja a melhor alternativa para aqueles que têm a certeza que irão precisar sacar todo seu investimento em um curtíssimo espaço de tempo, o máximo em 6 meses.

É importante que você saiba que a caderneta de poupança, ao contrário do que se pensa, também tem seus riscos, como por exemplo, no caso da instituição falir, você só receberá no máximo R$20.000,00 independente do montante acumulado até então. Estes risco são menores que os que investem em ações estão expostos, contudo a rentabilidade da caderneta de poupança também tem sido, nos últimos anos, uma das piores de todos os principais produtos do mercado financeiro.

Perceba que quem fez um único depósito em caderneta de poupança, há 3 anos, no valor de R$1.000,00 receberia hoje R$1.270,00 uma rentabilidade de 27%. O que quando descontamos a inflação no período que é de 19% (IPCA), representa um ganho real de apenas 80 reais, um rendimento líquido de 8% em 3 anos.

Quando comparado a um fundo de investimento em ações os mesmos R$1.000 seriam hoje R$3.200,00 uma rentabilidade bruta de 220%. É claro que o Investidor Conservador não vai nunca optar por migrar seus recursos da caderneta para a bolsa, pois o que o incentiva na caderneta é justamente a estabilidade.

Para o Investidor Conservador existem outros produtos que com baixo grau de risco poderão proporcionar ganhos um pouco maiores também. Por exemplo os fundos de renda fixa, produto disponível em qualquer banco, que nos últimos 3 anos deram uma média de 50%, quase o dobro dos 27% da caderneta de poupança. Num fundo de renda fixa, os R$1.000,00 seriam hoje R$1.500,00 e não R$1.270,00.

É fundamental que você se informe com seu banco sobre as condições de migrar seus recursos para um fundo de renda fixa, a aplicação possui segurança semelhante à poupança e proporciona ganhos relevantes de capital.

Não deixe de planejar seu futuro, pesquise, informe-se.

Não deixe de investir em você e em sua família!

23 maio 2006

Antes de Investir, olhe para o espelho!

Se está sobrando um dinheirinho no final do mês não gaste-o, invista-o. Porém se não sobra nada, programe-se, pois investir no seu futuro é uma obrigação. Pague a si mesmo antes de pagar a outros!

Contudo, antes de investir, é fundamental que você analise o seu perfil como investidor. Faça as seguintes perguntas:
  1. Em quanto tempo vou precisar deste dinheiro?
  2. Quanto estou querendo ganhar?
  3. Estou disposto a me expôr a riscos para ganhar uma rentabilidade maior?
  4. Como me sinto ao ver meu dinheiro na caderneta de poupança? Seguro ou Insatisfeito?
  5. Arriscaria perder 10% para ganhar 50%?
Enfim, quem não gosta de ganhar dinheiro? e quem gosta de perdê-lo?

Estas são as duas perguntas que sempre surgem quando o assunto é risco nos investimentos, mas muitas vezes as pessoas perdem dinheiro acreditando que iriam ganhar muito dinheiro.

Por exemplo, o investimento em ações, que leva muitas pessoas desinformadas a acreditar em ganhos milagrosos. Elas compram ações sem conhecer a dinâmica deste mercado e acabam perdendo dinheiro e interpretando de forma errada e precipitada o funcionamento das bolsas de valores.

Você pode sofrer perdas por desconhecer o funcionamento do mercado ou simplesmente por não apresentar perfil para investir em ações. Não pense, que para investir em ações você deve ter perfil de jogador ou deve ser agressivo, como as pessoas costumam falar.

Se você não tolera riscos e sente-se confortável e seguro com as pequenas taxas de juros que pagam pelo seu dinheiro, não invista em ações ou outro mercado de renda variável.

Se seu perfil é este você é considerado Conservador. As aplicações recomendadas para você são os fundos de renda fixa dos grandes bancos e imóveis, mas saiba que todas estas opções possuem seu respectivo risco. Até a caderneta de poupança só possui garantia para aplicações de até vinte mil reais por CPF e por Instituição Bancária.

O próximo perfil é o dos Moderados. Se você está procurando uma rentabilidade maior para seus investimentos, mas não quer perder grande parte de seu capital, você faz parte deste grupo. Saiba que, ao procurar uma rentabilidade superior, você estará também correndo maiores riscos. Não se desespere, estes riscos podem ser mininimazados, e muito, com uma simples ação: Diversificar.

Para começar é recomendado que você aplique no máximo até 30% de seus recursos em renda variável como as ações. Fazendo isso você estará se protegendo do "sobe-e-desce" do mercado através da diversificação do seu investimento, os outros 70% você pode alocar em renda fixa, por exemplo, ou pulverizar ainda mais seu portfólio aplicando em quatro ou cinco produtos diferentes.

Ao distribuir seus "ovos" em muitas "cestas" você diminuirá consideravelmente o seu risco de perder dinheiro, pois ainda que uma destas "cestas" caia no chão, você ainda terá muitos "ovos".

Usando este mesmo pensamento as suas chances de ganhar também são diminuídas, pois aquela "cesta" vencedora pode ter poucos "ovos" e você pode ficar com uma tremenda dor na consciência por ter investido pouco naquele produto financeiro.

Isso não invalida o princípio da diversificação, pois ninguém sabe melhor do que você mesmo o valor do seu dinheiro. É uma escolha pessoal, que reflete o seu perfil. O quanto diversificado você quer estar. A muita diversificação representa pouca perda e pouco ganho, só você pode escolher, mas faça segundo a sua consciência!

ATENÇÃO: Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Antes de investir, procure uma Corretora de Valores para que, através de seus Profissionais especializados, lhe oriente sobre o funcionamento e comportamento do mercado de ações. Especialmente os iniciantes, devem ter o médio e longo prazos como horizonte de retorno para os seus investimentos em ações. Investimentos regulares em ações de boas companhias, mesmo que de pequenas quantias, podem trazer resultados promissores.

Para os que estão a procura das maiores rentabilidades do mercado, e conseqüentemente, se expondo aos grandes riscos, seu perfil é o Agressivo. Existe no mercado de renda variável diversos produtos além das ações do mercado à vista, como as opções de compra e venda e índices futuros.

Eu não acredito que seja a melhor opção de investimento para a grande maioria das pessoas, pois é necessário muito conhecimento, muito sangue frio e muita disposição para recomeçar, visto que aqui há a possibilidade de se perder até o que não se tem através de operações com uso de alavancagem, onde se compromete um patrimônio maior que o real para se obter um enorme ganho. Isto é, você possui 100, faz um contrato comprometendo 200, para arriscar ganhar 2.000

Seja qual for o seu perfil, nunca deixe de planejar seu futuro, INVISTA!

Obrigado por prestigiar meus artigos e não deixe de comentá-los.
Marcelo Macedo.

20 maio 2006

Sobrou? Que beleza!


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